quinta-feira, 25 de maio de 2017

Desafio Literário | "Um ano com a Jodi"



Em parceria com a Elisa do blogue "A Miúda Geek" e a Dora do canal "Books & Movies" vamos iniciar um novo projecto literário "Um ano com a Jodi". Tendo em comum o gosto pelas histórias da autora Jodi Picoult considerámos que este era um desafio que tínhamos que realizar.

Este projecto consiste em lermos todos os meses um livro da Jodi Picoult e partilhar essa mesma leitura no chat do Facebook criado para este propósito. Dia 1 de Junho iniciamos com a leitura do livro Compaixão. Todos os meses iremos anunciar qual o livro seguinte que irá ser lido para que tenham tempo de decidir e organizar as vossas leituras.

Irei partilhar tudo aqui no blogue e no meu Instagram. Convido-vos, também, a verem o blogue da Elisa e o vídeo da Dora sobre este projecto.

Aceitam o desafio? Deixem o vosso comentário.

Boas leituras.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Opinião | "As Três Vidas", de João Tordo


Título: As Três Vidas
Autor(a): João Tordo
Editora: Quidnovi
N.º de Páginas: 306 páginas
Edição: 2008
Temática/Género: Literatura/Romance

Classificação: 3,5 estrelas



Sinopse:
Que segredos rodeiam a vida de António Augusto Milhouse Pascal, um velho senhor que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e um rol de clientes tão abastados e influentes como perigosos e loucos? São estes mistérios que o narrador - um rapaz de família modesta - procurará desvendar durante mais de um quarto de século, não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por aquela estranha personagem se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida.
Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque em plenos anos oitenta - época de todas as ganâncias - e cruzando a história sangrenta do século XX com a das suas personagens, As Três Vidas é, simultaneamente, uma viagem de autodescobertas através do «outro» e a história da paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Milhouse Pascal, e do destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do avô, inexoravelmente ligado à sorte de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da corda bamba em que se sustém.



Opinião:
O último (e único) livro que li do João Tordo deixou-me deslumbrada. Não só pela sua capacidade de contar histórias, mas sobretudo pela sua escrita. Quis ler mais. Decidi que este seria o próximo.

Não me conquistou como eu esperava. É certo que a história deixa-nos intrigados. Queremos mais. Considerei que todo o mistério que o autor criou na narrativa, de facto mantém o interesse do leitor. Contudo, achei algumas passagens da história um pouco forçadas e desnecessárias. Também não consegui sentir qualquer empatia com as personagens. 

É indiscutível a qualidade da escrita do autor. Envolvente, cativante. Gostei do rumo que o autor deu à história e às personagens. Os factos reais que incluiu na narrativa deram um "ar mais real" à história. Mas a certa altura a história tornou-se "excessiva". 

No entanto, não deixem de ler. Uma boa história, de um autor português, com bastante mistério.

Boas leituras. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Opinião | Livros Infanto-Juvenis | "O Livro com Sono", de Cédric Ramadier, Vincent Bourgeau


Título: O Livro Com Sono
Autor(a): Cédric Ramadier, Vincent Bourgeau
Editora: Bizâncio Editores
N.º de Páginas: 20 páginas
Edição: 2017
Temática/Género: Literatura Infanto-Juvenil

Classificação: 5 estrelas


Sinopse:
A hora de dormir pode ser mais fácil se o livro adormecer primeiro ... 
Para crianças a partir dos dois anos de idade, O Livro com Sono pode ser uma ajuda preciosa para pais e educadores na hora de colocar os mais pequenos a dormir e vai, certamente, despertar-lhes a atenção, promovendo a interacção com os seus livros. 



Opinião:
Quem segue o blogue conhece o meu encanto por livros infantis. Fascinam-se a simplicidade das histórias, das ilustrações. 

Este é uma das mais recentes edições da Bizâncio Editores que agora aposta na literatura infanto-juvenil.  

Como o próprio título indica o livro está com sono e o pequeno leitor vai interagindo com o livro à medida que as páginas avançam. Gostei desta interacção linda que estabelecemos. O brilho nos olhos da criança ao perceber a intenção da história é fantástica.

Um livro que poderá ser muito útil na hora de dormir. Uma hora, por vezes difícil e conturbada, que pode ser facilitada com esta pequena história.

Todos os livros infantis que recebo são postos à prova pelo meu especialista. E este não foi excepção. Foi lido e aprovado pelo leitor de palmo e meio cá de casa. Desde aí que não quero outro. 



Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Bizâncio Editores em troca de uma opinião honesta.

Para mais informações sobre o livro ver aqui.



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Opinião | "Viajante à Luz da Lua", de Antal Szerb


Título: Viajante à Luz da Lua
Autor(a): Antal Szerb
Editora: Guerra & Paz Editores
N.º de Páginas: 272 páginas
Edição: 2017
Temática/Género: Literatura/Romance

Classificação: 3,5 estrelas


Sinopse:
Mihály, um homem de negócios de Budapeste, vai passar a lua-de-mel em Itália com a mulher, Erzsi. Os problemas começam na primeira paragem, Veneza, mas é em Ravena que um antigo amigo de Mihály perturba o casal com histórias do passado. Ao perder o comboio para Roma, Mihály foge da mulher e vagueia pelo país, numa viagem de autodescoberta. Dividido entre o desejo e o dever, o que quer e o que os outros esperam de si, a boémia da adolescência e as responsabilidades de adulto, Mihály reencontra os seus fantasmas e questiona o sentido da vida.
Amor e morte cruzam-se neste romance trágico cómico de 1937, uma obra-prima do húngaro Antal Szerb, traduzida em diversos países, e que chega finalmente a Portugal.



Opinião:

Este livro conquistou-me pela capa. Há coisas assim. Que nos chamam, que nos puxam de uma maneira inexplicável. 

O sentimento por este livro é ambíguo. Se por um lado foi um leitura prazeirosa e agradável, por outro não senti empatia com as personagens, que no meu entender, têm personalidades complicadas e difíceis de lidar. Todas à sua maneira têm algo detestável e de adorável.  


Mihály é um homem mal resolvido consigo e com o seu passado. Com pouca auto-estima, tímido, mas por vezes com um ousadia que não se compreende. A sua esposa, Erzsi, é uma mulher frágil, dependente financeira e emocionalmente do seu marido, mas também das pessoas que estão à sua volta. 


Há que compreender que este foi um livro escrito numa época e sociedade diferente. Um livro que me fez pensar no percurso emocional da nossa vida e das suas implicações no futuro. Sermos autênticos, verdadeiros connosco próprios e o amor próprio é uma necessidade que se impera. Pela nossa saúde mental e das pessoas que nos rodeiam. 


Não deixem de ler que tem uma escrita muito bonita e agradável.


Boas leituras.




Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Guerra & Paz em troca de uma opinião honesta.


Para mais informações sobre o livro ver aqui.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Opinião | "A Delicadeza", de David Foenkinos


Título: A Delizadeza
Autor(a): David Foenkinos
Editora: Editorial Presença
N.º de Páginas: 232 páginas
Edição: 2011
Temática/Género: Literatura/Romance

Classificação: 5 estrelas


Sinopse:
Nathalie e François podiam ser personagens de um conto de fadas. Mas um dia o destino desfere um duro golpe, quando François é atropelado e morre pouco depois. Para Nathalie, a dor é insuportável e parece prolongar-se eternamente. Até que, num momento irrefletido, Nathalie surpreende Markus, um colega de trabalho, com um longo e intenso beijo… 

O que David Foenkinos nos oferece neste romance, que explora o lado mais lúdico da ficção, é uma análise séria, inteligente e bem-humorada do comportamento amoroso, capaz de nos fazer apaixonar pelos dois protagonistas e de nos envolver profundamente no seu drama humano. Combinando o drama e a esperança, A Delicadeza é um romance que nos desperta os sentidos.


Opinião:

Gosto de ser surpreendida. Quando um livro, quando não é assim tão conhecido, te agarra do início ao fim de uma forma avassaladora. Foi o que aconteceu com este livro. Uma excelente surpresa. Mais uma maravilha de leitura patrocinada pela biblioteca da minha zona.

Dói quando perdemos alguém. Dói muito. Custa e difícil. Não há palavras que expliquem essa dor. E todos reagimos de maneira diferente. Há que fazer o luto e ultrapassar a dor. Cada um com o seu tempo, sem pressas. Este livro fala disso de uma forma muito simples, mas bonita.


Apaixonei-me pelos protagonistas desde o início. A escrita é deliciosa. Muito ao "estilo francês". Um livro com muito humor, mas de assuntos sérios e realistas. Um livro pequeno, uma história simples, mas profunda.


Não tenho mais nada a dizer sobre este livro a não ser: leiam!!! 


Boas leituras.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Opinião | "O Pacto", de Jodi Picoult


Título: O Pacto
Autor(a): Jodi Picoult
Editora: Civilização Editora
N.º de Páginas: 440 páginas
Edição: 2009
Temática/Género: Literatura/Romance

Classificação: 3 estrelas


Sinopse:
Há dezoito anos que os Harte e os Gold vivem lado a lado, partilhando tudo, desde comida chinesa e varicela até irem buscar os filhos uns dos outros à vez. Quer os pais quer os filhos são melhores amigos, por isso, não é nenhuma surpresa quando a amizade entre Chris e Emily se transforma em algo mais na altura do liceu. Tornaram-se almas gémeas no momento em que Emily nasceu. Quando ligam do hospital por volta da meia-noite, ninguém está preparado para a verdade terrível: Emily, com apenas dezassete anos, está morta devido a um tiro na cabeça, aparentemente resultado de um pacto suicida. A arma contém uma bala que Chris diz à polícia estar-lhe destinada, mas uma detective local tem dúvidas. Os Harte e os Gold, num único momento aterrador, têm de encarar o pior medo de um pai: será que conhecemos mesmo os nossos filhos?



Opinião:
Não leio muito romances. Não é um género que goste muito. Mas gosto da Jodi Picoult. Gosto da sua escrita, da forma como nos envolve na narrativa, como explora as personagens e dos temas que habitualmente trata nas suas histórias. 

Depois da leitura conjunta do No Seu Mundo, com a Dora e a Elisa, decidimos que teríamos que combinar nova leitura de outro livro da autora. Este foi o escolhido. Desta vez, a Tita e Cristiana juntaram-se para lermos em conjunto. 

Todos os livros que li da Jodi Picoult, até agora, tinham sido excelentes leituras. Contudo, este não correspondeu. Senti-me bastante incomodada na primeira parte do livro. Por todo o ambiente criado pela autora em volta da morte de Emily. Não senti ligação com nenhuma das personagens e com a história. A segunda parte do livro já fluiu com outra leveza.

Contudo, há que destacar a excelente escrita da autora. Apesar de tudo, conseguiu cativar-me pela forma como aborda os assuntos. Natural e despretensiosa. É o que mais gosto nesta autora. O meu problema com este livro foi, sem dúvida, a história. Não me convenceu. 

Certamente, este não será o último. Boas leituras! 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Opinião | "Vida Roubada", de Adam Johnson


Título: Vida Roubada
Autor(a): Adam Johnson
Editora: Saída de Emergência
N.º de Páginas: 480 páginas
Edição: 2014
Temática/Género: Literatura/Romance


Prémio Pulitzer 2013

Sinopse:
Jun Do é o filho atormentado de uma cantora misteriosa e de um pai dominante que gere um orfanato. É nesse orfanato que tem as suas primeiras experiências de poder, escolhendo os órfãos que comem primeiro e os que são enviados para trabalhos forçados. Reconhecido pela sua lealdade, Jun Do inicia a ascensão na hierarquia do Estado e envereda por uma estrada da qual não terá retorno. 

Considerando-se "um cidadão humilde da maior nação do mundo", Jun Do torna-se raptor profissional e terá de resistir à violência arbitrária dos seus líderes para poder sobreviver. Mas é então que, levado ao limite, ousa assumir o papel do maior rival do Querido Líder Kim Jon Il, numa tentativa de salvar a mulher que ama, a lendária atriz Sun Moon.



Em parte thriller, em parte história de amor, Vida Roubada é um retrato cruel de uma Coreia do Norte dominada pela fome, corrupção e violência. Mas onde, estranhamente, também encontramos beleza e amor.


Opinião:

Decidi que queria ler este livro quando li uma entrevista a este autor ao jornal "Observador" aquando da sua participação no Festival Literário do Funchal em Março deste ano. Já conhecia o livro, mas por alguma razão que desconhecia, nunca peguei nele. Já li alguns livros sobre a Coreia do Norte. Contudo, sempre foram livros de não-ficção. Este é o primeiro romance (embora com facto reais). Por isso a expectativa era elevada. 

Este livro está escrito de uma forma peculiar. Com uma narrativa algo complexa e um pouco descritiva. A leitura da primeira parte do livro foi um pouco lento, devido ao estilo de narrativa. No entanto, a segunda parte é uma "lufada de ar fresco" em termos de escrita. Mais fluída e interessante.


Este tema agrada-me. Gosto de histórias fortes. Esta é uma sociedade oprimida, com hábitos e costumes próprios e, talvez, um pouco incompreensíveis da nossa parte. Este livro pretende retratar a fragilidade humana perante estas condições. 


Recomendo para goste do tema e deste género de narrativa.


Nota:

Entrevista do autor ao jornal "Observador" sobre este livro. 



Este livro foi-me disponibilizado pela Editora Saída de Emergência em troca de uma opinião honesta.

Para mais informações sobre o livro ver aqui.