quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Opinião | "A Porteira, a madame" ,de Joana Carvalho Fernandes



Este é um livro de histórias reais. Não são contos, mas histórias de vida. De portugueses que deixaram tudo para trás e foram em busca de uma vida melhor. França foi o país escolhido (ou não). 

Estou certa que muitos de vós conhecerá algumas destas histórias. Todos temos tios, avós ou outros familiares que emigraram. Estas histórias não são nem mais, nem menos que outras. São percurso de vida de quem lutou e ainda luta por uma vida melhor. 

Joana Carvalho Fernandes é jornalista e esteve em França a trabalhar durante bastante tempo. Foi lá que conheceu estas histórias que mais tarde decidiu partilhar através deste livro, uma colecção "Retratos da Fundação", da Fundação Francisco Manuel dos Santos. 

Um livro pequeno, mas com muita vida no seu interior.

Aconselho. Boas leituras.


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Opinião | "Deixa-me Odiar-te", de Anna Premoli



Quem se segue sabe que, por norma, este não é o meu género habitual de leitura. Mas em tão boa hora este livro chegou-me às mãos. 

É sim uma história de amor (ou não), mas muito divertida. Sim, tem alguns clichés. Mas estava tanto a precisar deles. Tinha vindo de uma série de leituras medianas e sem graça que ler este livro foi uma lufada de ar fresco. A escrita é divertida, sem ser forçada e muito envolvente. 

Não o largava. Li-o em dois dias, pois eventualmente tive que ir comer, dormir, trabalhar...o costume. E isso para mim é um bom livro. Que nos prende do início ao fim. Não queremos que o dia  acabe ou que, por milagre, o dia tenha mais horas para o podermos terminar. 

Muito obrigada à Clube do Autor por esta surpresa. Este livro vale quase 5 *. Mas são 4* bem gordinhas. 

Leiam este livro!!!



Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Clube do Autor em troca de uma opinião honesta.
Para mais informações sobre o livro clique aqui.  


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Opinião | "Marcada para Morrer", de Peter James



Depois de lido Quero-te Morta, do autor Peter James o passo a seguir seria ler este próximo livro Marcada para Morrer. Não só porque faz parte de uma série (# Roy Grace), mas pelo seu género e a escrita do autor.

Estou a gostar de thrillers. Uma das coisas positivas que esta comunidade blogger e booktuber me trouxe foi descobrir novos géneros e autores.

No entanto, este livro não me cativou tanto quanto o anterior. A escrita do autor é excelente. Cativa e nada aborrecida. Tem ritmo. Mas este livro centrou-se pouco no rapto da protagonista e mais em pormenores técnicos da investigação. 

No entanto, posso dizer que foi uma boa leitura. Gostei, novamente, de acompanhar o percurso e a história do detective Roy Grace. Apesar disso, vou continuar a ler o autor, pois é um bom autor neste géneros de livros.

Boas leituras.



Nota:
Este livro foi-me disponibilizado pela Clube do Autor em troca de uma opinião honesta.
Para mais informações sobre o livro clique aqui.  



terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Conversas de Mil Histórias | Luize Valente


A convidada de hoje da rubrica Conversas de Mil Histórias é a autora Luize Valente. Autora do livro Uma Praça em Antuérpia e, mais recentemente, de Sonata em Auschwitz. Dois livros que já li e recomendo.

Luize Valente


Jardim de Mil Histórias: Como surgiu este seu interesse pela comunidade judaica?

Luize Valente: Desde muito jovem. Não sou judia. Meu pai foi quem me deu os primeiros livros com temáticas ligadas ao Holocausto. Livros como Treblinka e o Diário de Anne Frank, entre outros. Guardo até hoje um desenho que fiz, por volta dos 10 anos de idade,  da chegada de um comboio num sítio cercado por arame farpado, onde é  possível identificar pessoas com uniforme às riscas, um grupo musical num coreto, soldados, pilhas de malas no chão. Um desenho que remete a um campo de concentração.


J. M. H.: O seu mais recente livro “Sonata em Auschwitz” foi lançado recentemente. Em que se inspirou para escrever esta história?

L. V.: Sonata em Auschwitz narra a busca  da jovem portuguesa Amália pela verdadeira história de sua família depois de descobrir que seu avô alemão, Friedrich, foi um oficial nazista. Ele desapareceu após salvar uma criança judia do campo de concentração de Auschwitz. É uma ficção inspirada num facto real. Conheci uma sobrevivente do Holocausto, Maria Yefremov, que faleceu no final de 2017, aos 103 anos. Maria chegou grávida em Auchwitz, em 1944. Passou pela seleção do Dr. Mengele, o anjo da morte, e foi mandada para trabalhos forçados. O resto da família, com exceção de uma irmã, foi directamente para a câmara de gás. Maria escondeu a gravidez até o momento de dar à luz, num barracão imundo, em condições desumanas. O bebé, no entanto,  lhe foi imediatamente tirado por um soldado alemão. Maria só teve tempo de perceber que era uma menina. Essa história me marcou profundamente. Fiquei dias pensando na história, na dor daquela mãe, na covardia e crueldade daquele soldado. Sonata em Auschwitz nasceu da indignação. E se eu pudesse mudar o final desta história? E se esse soldado salvasse a bebé  ao invés de levá-la para a morte? A trama seguiu daí.


J. M. H.: A Luize é jornalista, como tal conhece todo o trabalho de pesquisa para a escrita. Como correu a pesquisa para este livro?

L. V.: Eu costumo dizer que a pesquisa histórica é o chão onde caminho para escrever minhas histórias. Para que o romance histórico envolva o leitor, é preciso haver verossimelhança interna, é preciso que os fatos históricos  sejam realmente reais, as datas, os locais. Faço uma pesquisa bem apurada, em livros, na internet, entrevisto as pessoas, viajo aos locais onde a narrativa se desenvolve. Para o Sonata em  Auschwitz visitei o campo de concentração nazi, localizado na Polónia, por três dias,  além de outros sítios por onde os personagens passam e vivem.


J. M. H.: Quais as suas grandes referências enquanto escritora?

L. V.: São tantas! Sou uma leitora compulsiva desde criança! A leitura foi e é a base da minha formação  como  escritora. Uma pergunta impossível de responder pois seria injusta com tantos autores que me influenciaram e influenciam. Vou citar três deles: Eça de Queiroz , Dostoievski e Primo Levi.


J. M. H.: Enquanto leitora o que gosta mais de ler? E o que não gosta de ler?

L. V.: Como respondi anteriormente, sou uma leitora compulsiva! E leio de tudo, do policial aos clássicos, passando por biografias, não – ficção, bestsellers, etc. E, claro, tenho uma atração especial por romances históricos e livros de História.   


J. M. H.: O que é que os leitores podem esperar deste romance?

L. V.: Para esta resposta, faço uso das palavras do escritor brasileiro, Francisco Azevedo, sobre o livro: "com descrições de tirar o fôlego e diálogos que revelam o que há de melhor e mais cruel no ser humano, ninguém ficará indiferente ao ouvir esta Sonata em Auschwitz." 


Muito obrigada à Luize por esta entrevista. Recomendo a todos a leitura deste livro A Sonata em Auschwitz

Boas leituras.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Revista Inominável # 11 | Dezembro 2017



Já está disponível a edição da Revista Inominável. Nesta edição, o meu artigo é sobre o Programa Erasmus+, mais especificamente sobre a minha participação na Formação em Escrita Criativa em Istambul. Para além das rubricas habituais de Desporto, Moda, Saúde, receitas natalícias e muito mais. 

Vejam disponível aqui.

Boas leituras.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

YouTube "Jardim de Mil Histórias" | Opinião "Prometo ouvir a Lua" + "Contos de Papel"


Já estão disponíveis as opiniões dos livros Prometo Ouvir a Lua, de Michael Morpurgo e Contos ao Vento, de Sofia Paulino.

Espero que gostem. 

Agradeço à editora Simon's Books terem enviado os livros para opinião honesta.

Boas leituras.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Opinião | "A Doença, o Sofrimento e a Morte Entram num Bar", de Ricardo Araújo Pereira


Até então nunca li nenhum livro de um humorista. Gosto de os ouvir. A leitura é outra experiência. No entanto, procurava um livro pequeno e leve. Este pareceu-me o ideal. 

Na capa diz que "é uma espécie de manual de escrita humorística". Não o considerei como tal. É uma leitura leve, em que o autor vai falando da comédia no cinema, na literatura. É evidente a vasta cultura literária (e geral) do autor. É fantástico sentir essa cultura no livro. Por isso gosto mais de o ouvir.  

Fiquei a pensar a comédia de uma outra forma. Achei o livro demasiado filosófico. Não estava à espera disso. Por vezes há destas surpresas. No entanto, não deixem de ler. É uma leitura leve e agradável.

Boas leituras.

Mais informações sobre o livro aqui