quinta-feira, 27 de abril de 2017

Opinião | "A Célula Adormecida", de Nuno Nepomuceno


Título: A Célula Adormecida
Autor(a): Nuno Nepomuceno
Editora: Top Books
N.º de Páginas: 592 páginas
Edição: 2016
Temática/Género: Literatura/Romance

Classificação: 5 estrelas


Sinopse:
«Assim queira Deus, o Califado foi estabelecido e iremos invadir-vos como vocês nos invadiram. Iremos capturar as vossas mulheres como vocês capturaram as nossas mulheres. Vamos deixar os vossos filhos órfãos como vocês deixaram órfãos os nossos filhos.»
Daesh, o autoproclamado Estado Islâmico, 2014.

Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma reputada jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.
O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo, quando Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.
De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.
A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.

Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer A Célula Adormecida. Passado durante os 30 dias do mês do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente atual.


Opinião:
Confesso que comecei a "conhecer" o Nuno Nepomuceno através das opiniões nos blogues. Um autor que desconhecia por completo, até então. E sempre que oiço falar do Nuno é sempre com muito respeito e carinho. Para além do enorme talento que tem para escrever. 

Fiquei cada vez mais curiosa. Tinha mesmo que ler algo deste autor. Até que o Nuno, muito simpático e atencioso, enviou-me um exemplar do seu último livro A Célula Adormecida para poder dar opinião no blogue. É claro que as expectativas eram elevadíssimas. Pessoas em quem eu confio nas opiniões literárias me recomendaram ler este livro. E, posso dizer, que não desiludiu.

Quem me conhece sabe que gosto de thrillers, mas não qualquer um. Sou um público difícil nesse género. Gosto de histórias bem escritas, credíveis e, sobretudo, bem fundamentadas. Tudo isto encontrei no livro A Célula Adormecida. Uma escrita impecável, um enredo interessante e personagens que nos envolvem. 

Quando leio, gosto de sonhar, mas também gosto de aprender. De sentir que o autor não só se preocupou com a ficção, mas com os factos reais da história. Toda a investigação e fundamentação que a história apresenta é notável. 

Um livro que fala vivemos numa sociedade fragilizada, em que os valores da vida humana estão a morrer. Uma história de ficção, mas um retrato tão real que arrepia. Uma escrita elegante e real.

Foi uma leitura compulsiva, que naturalmente recomendo. 

Muito obrigada ao Nuno Nepomuceno pelo exemplar do livro. E, para quem não sabe, este livro está a passatempo no blogue. O que estão à espera para participar?!

Boas leituras. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Resultado | Passatempo de Primavera # 1 "Rumo a Casa", de Yaa Gyasi | Editorial Presença



O passatempo de Primavera #1 para o livro Rumo a Casa terminou e, novamente, com muitas participações. Muito obrigada a todos os participantes. 

Quero agradecer à Editorial Presença que disponibilizou o livro para oferta aos leitores do blogue. Este é um livro que já li e recomendo. Podem ver a minha opinião aqui.


Vencedor/a: Nº50 - Ângela Pereira


Muitos parabéns Ângela Costa Pereira. Brevemente irá receber o livro na morada que indicou. 

Mais uma vez obrigada a todos pela vossa participação e parabéns à vencedora.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Divulgação | "A Pérola que Partiu a Concha", de Nadia Hashimi | Editorial Presença


Sobre o livro:

Cabul, 2007. com um pai toxicodependente e sem um único irmão, Rahima e as irmãs só podem frequentar a escola esporadicamente e mal lhes é permitido sair de casa. 


A Rahima, resta a esperança proporcionada pela bacha posh, uma prática antiga através da qual as raparigas podem ser tratadas como rapazes, e adotar o seu comportamento, até terem idade para casar. Como filho, ela pode ir à escola, ao mercado e sair à rua para acompanhar as irmãs mais velhas. Rahima não é a primeira da família a seguir esta prática pouco comum.



Shekiba, sua trisavó, já o fizera um século antes para tentar salvar-se. Os destinos das duas cruzam-se numa história, ao mesmo tempo, bela e triste que nos fala da condição feminina num ambiente hostil. o que acontecerá a Rahima quando tiver idade para se casar? Como sobreviverá? e Shekiba, terá ela conseguido construir uma vida nova e mais digna?


Sobre a autora:
Nadia Hashimi, de origem afegã, nasceu e cresceu nos EUA. 

Os seus pais abandonaram o Afeganistão na década de setenta, antes da invasão soviética. 
É formada em Biologia e em Medicina, com especialização em Pediatria. 

Depois de completada a formação em Medicina, conciliou a escrita com a sua profissão e estreou -se com o bestseller A Pérola que Partiu a Concha, que tem os direitos vendidos para mais de dez países. 

Vive com o marido e os seus quatro filhos em Washington, D.C.

Para mais informações sobre este livro clique aqui


Divulgação | "Mãe, não desistas de viver", de Tânia Laranjo | Edições Chá das Cinco


Sobre o livro:

Esta é a história verídica de Ana. Uma menina de sete anos morta por um pai para se vingar da mulher que o abandonou. É também a história de Carolina, a mãe, e da sua viagem ao inferno. E de João, esse pai que ninguém conhecia verdadeiramente, e que foi capaz de matar quem amava. Esta história é a junção de muitas histórias reais. Todos os anos há crianças que são assassinadas em contextos de divórcios litigiosos. Pais ou mães que matam os filhos por vingança, para provarem que ganharam. Para castigarem quem só queria ter outra vida. 


Depois de vários anos de jornalismo e a fazer reportagens de violência doméstica, Tânia Laranjo continua sem respostas perante a morte de crianças. E, com esta obra poderosa e muito pessoal, leva-nos a questionar como é possível o amor andar de mãos dadas com a mais pura das maldades.

Sobre a autora:
Tânia Laranjo é grande repórter do Correio da Manhã e da CMTV. Começou a sua carreira, em 1993, no Jornal de Notícias, mudando-se, mais tarde para a redação do jornal Público, em 2005. Em 2007 transitou para o Correio da Manhã. Como jornalista sempre se dedicou a trabalhar na área da Justiça e acompanhou os mais mediáticos casos, desde o caso Maddie, à morte de Joana, no Algarve; passando pelos grandes processos de criminalidade económica, como o Monte Branco, o Furacão ou o caso Marquês.

Para mais informações sobre este livro clique aqui.



Divulgação | "O Livro Zangado" e "O Livro Com Sono", de Cédric Ramadier e Vincent Bourgeau


Sobre o livro:
Será que os livros também fazem birras?
E ficam tão zangados que ficam vermelhos de raiva?

Direccionado para crianças a partir dos dois anos de idade, este livro, cartonado, com textos de Cédric Ramadier e ilustrações de Vincent Bourgeau irá ajudar pais e educadores a explicar às crianças como lidar com as zangas.




Sobre o livro:

A hora de dormir pode ser mais fácil se o livro adormecer primeiro...

Para crianças a partir dos dois anos de idade, este livro, cartonado, com textos de Cédric Ramadier e ilustrações de Vincent Bourgeau pode ser uma ajuda preciosa para pais e educadores, na hora de colocar os mais pequenos a dormir.


Sobre os autores:

Cédric Ramadier nasceu em 1968, em Toulouse. 

Formou-se na Camberwell School of Arts em Londres e, aos 25 anos, entrou para Les editions parisienne (EDIPA) devido ao seu domínio da língua de Shakespeare.

Alguns anos mais tarde tornou-se director de arte, designer gráfico, editor e também autor.


Vincent BourgeauBelga, nascido em Bruxelas em 1967, interessou-se pela ilustração desde muito jovem. 

Começou por escrever e ilustrar histórias para crianças e, actualmente, colabora com outros autores, como Cédric Ramadier , dando vida às suas ideias e vozes. 

Reside, actualmente, em Marselha.


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Divulgação | "iAgora", de Rosário Carmona e Costa | Esfera dos Livros


Sobre o livro:

Uma leitura fundamental para as famílias do século XXI. O que é normal e o que é excessivo na relação dos nossos filhos com as novas tecnologias? Essas formas de comunicação podem ser uma ferramenta de educação poderosa e altamente válida... Desde que ninguém se deixe dominar por elas. A começar pelos pais. Estas perguntas são para si: - Deve ou não deve ser amigo do seu filho no Facebook? - Sabia que o vídeo na hora da sopa pode vir a tornar-se o seu pior inimigo? - Imagina o que pode estar a acontecer quando um professor lhe diz que o seu filho tem sono nas aulas? - Quando é que deve ligar ecrãs nas viagens de carro? - Por que é que é tão errado encostar telefones a copos de água diante dos miúdos nos restaurantes? - Será mesmo uma boa ideia conceder mais meia hora de computador como prémio de bom comportamento? - Qual a grande diferença entre ser alvo de troça na escola, com umas «bocas» e encontrões, ou ser vítima de cyberbullying? - Já alguma vez parou para pensar no conceito de «aplicações didáticas»? - Então e a televisão: se virmos todos em família não faz mal, não é? - Acredita no seu filho adolescente quando ele diz que está acompanhado porque está a jogar online? 


Dificilmente haverá um tema da atualidade que interfira tanto no nosso dia-a-dia como o consumo desenfreado de videojogos, redes sociais e ecrãs de um modo geral, sejam computadores, tablets ou telemóveis. Todo um universo de investigação, fascínio e preocupação gira em torno deste fenómeno, abordando desde a forma como nos relacionamos com os outros ao modo como nos isolamos deles, passando pela maneira como as notícias se propagam, a cultura se manifesta ou conceitos como «amigos» e «mensagens» se modificam. Pelo lado dos pais, trata-se de um tema que, em certos casos, suscita um enorme receio pelo comportamento dos filhos, enquanto noutros é alvo de despreocupação total. É urgente ajudar as famílias de toda uma geração que já nasceu à sombra das infindáveis atrações da tecnologia (os chamados «nativos digitais») a se relacionarem com esse mundo de forma equilibrada e a utilizá-lo em prol do desenvolvimento das crianças, adolescentes e dos próprios pais. 


É esse o objetivo de i-Agora? - um livro de leitura fácil em que a psicóloga Rosário Carmona e Costa, estudiosa desta temática há vários anos, fornece respostas simples e diretas para um problema tão complexo e tão atual.  


Sobre a autora:
Rosário Carmona e Costa é psicóloga clínica, pós-graduada em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental de Crianças e Adolescentes, com experiência clínica em perturbações do desenvolvimento e socio-emocionais e com especial interesse por competências sociais, ansiedade, depressão e bullying. Especializada em Psicologia da Web e Cyberbullying, realiza, desde a sua passagem por Singapura, onde estagiou num programa de prevenção da dependência da Internet, trabalho de investigação na intervenção e formação a pais, professores e jovens nas novas dependências, uso excessivo e inadequado das novas tecnologias e cyberbullying.

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Divulgação | "Viajante à Luz da Lua", de Antal Szerb | Guerra e Paz Editores



Sobre o livro:

Mihály, um homem de negócios de Budapeste, vai passar a lua-de-mel em Itália com a mulher, Erzsi. Os problemas começam na primeira paragem, Veneza, mas é em Ravena que um antigo amigo de Mihály perturba o casal com histórias do passado. Ao perder o comboio para Roma, Mihály foge da mulher e vagueia pelo país, numa viagem de autodescoberta. Dividido entre o desejo e o dever, o que quer e o que os outros esperam de si, a boémia da adolescência e as responsabilidades de adulto, Mihály reencontra os seus fantasmas e questiona o sentido da vida.

Amor e morte cruzam-se neste romance trágico cómico de 1937, uma obra-prima do húngaro Antal Szerb, traduzida em diversos países, e que chega finalmente a Portugal.


Sobre o autor:
Uma das principais personalidades da literatura húngara do século xx, nasceu a 1 de Maio de 1901, em Budapeste, numa família de judeus convertidos ao catolicismo.

Com uma apetência para as línguas que desenvolveu desde cedo, rapidamente se notabilizou como escritor, tradutor e historiador da literatura. Estudou Alemão e Inglês na Universidade de Budapeste (atual Universidade Eötvös Loránd), tendo concluído o doutoramento em 1924, com apenas 23 anos.
Viveu em França, Itália e Inglaterra. De regresso, foi eleito presidente da Academia de Literatura Húngara, em 1933. Tornou-se professor de Literatura na Universidade de Szeged em 1937, o mesmo ano em que publicou Viajante à Luz da Lua, a sua obra mais conhecida. Mas perdeu o cargo na universidade na sequência das leis anti-semitas.
Em plena Segunda Guerra Mundial, foi deportado para um campo de concentração em Balf, onde morreu em Janeiro de 1945.

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